
Itens mais importantes, como baterias ou rodas de liga leve, não voltam diretamente às lojas, mas podem servir de matéria-prima a um novo ciclo de fabricação. Caso haja danos significativos, por outro lado, é possível aproveitar metais e plásticos remanescentes.
O mesmo vale para os diferentes aços da carroceria, que, em último caso, são triturados e levados à fundição para originar novas peças. A reciclagem do aço é mais comum para ligas que compõem setores menos importantes à segurança dos carros e evita toneladas de carbono que viram da eventual extração do minério de ferro.
Processos semelhantes, diz a Toyota, serão feitos com cobre, alumínio e plástico, que, após o beneficiamento, voltarão à planta inglesa cuja principal de linha de montagem é do Corolla.
Plano eficiente
Enquanto o foco da luta contra as emissões de carbono se concentra nos carros elétricos, estudos corroboram a escolha da Toyota em reforçar a reciclagem.

Segundo relatórios da World Steel Association, a reciclagem do aço pode reduzir em até 58% o dióxido de carbono produzido para montar as carrocerias. A Zemo Partnership, um think thank de incentivo aos carros mais sustentáveis, reforça que, no caso de veículos elétricos, metade de todo o carbono emitido por causa de sua existência vem da fase de produção, acentuando a importância do chamado "aço verde".
A União Europeia acrescenta que, atualmente, há seis milhões de veículos abandonados em seu território. São materiais desperdiçados e que causam problemas ambientais como ocupação irregular do solo, contaminação e proliferação de doenças, diz o bloco.
Não à toa, a Toyota europeia tem até um vice-presidente para Economia Circular: Leon van der Merwe, que estima recuperar, em 12 meses, 300 toneladas de plástico "de alta pureza" e 8.200 toneladas de aço para utilizá-los em 120.000 novas peças.
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