A automatização das motos está em alta, principalmente agora que BMW e Yamaha anunciaram seus primeiros modelos isentos de pedal de troca e manete de embreagem (fora scooters). Porém, além das automáticas e manuais existem vários outros tipos de moto com diferentes câmbios. Cada um com sua especificidade e jeito de funcionar.
VEJA TAMBÉM:
- Câmbio ‘automático’ em moto: presta ou não?
- Tipos de moto: você conhece todas as subdivisões?
- [Vídeo] NC 750X DCT: passar marcha com botão incrementa pilotagem
É importante pontuar que cada tipo de moto tem um câmbio que condiz com a proposta de pilotagem do modelo, fazendo assim que ele seja seguro e atinja o melhor e maior do seu potencial.
1 – Tipos de câmbio de moto: sequencial (manual)
O câmbio sequencial é o tipo mais comum de se encontrar em motocicletas, é o clássico 1ª para baixo e o restante para cima. Este tipo de caixa de moto tem esse nome justamente pela forma que as marchas estão dispostas para serem trocadas. Todas elas ficam na sequência e para que o piloto mude é necessário apertar o manete de embreagem, bater o pedal de troca, e ir aumentando ou diminuindo gradativamente. Para colocar na 3ª é necessário passar pela 2ª. Para a 4ª, ter engatado antes a 3ª, e assim por diante. Apenas da 1ª para a segunda que não existe essa obrigatoriedade.
Esse tipo de câmbio de moto deixa a troca mais segura e impede que uma velocidade seja posta por engano, assim prevenindo quebras e até acidentes.
2 – Semiautomático

O Câmbio semiautomático funciona como o sequencial, uma marcha seguida da outra e de forma gradativa. Porém este isenta o piloto de apertar o manete de embreagem, pois as motos que o portam nem contam com um. Basta o piloto bater o pé que as velocidades são trocadas. Mas não se engane, porque mesmo sem manete ainda existe embreagem.
3 – Tipos de câmbio de moto: rotativo

Muito usado junto do câmbio semiautomático o tipo rotativo é mais uma economia para o piloto, também dispensando o manete, este economiza que o condutor tenha que reduzir as marchas até chegar no neutro em casos de uma parada.
Na prática esse câmbio funciona assim: o piloto arranca de 1ª, coloca 2ª,3ª, e assim por diante. Mas na hora de parar ele não precisa reduzir todas as marchas, basta trocar uma vez que a moto cai no neutro. E para andar novamente basta continuar trocando as marchas. Assim, dependendo da pilotagem, o piloto nunca precisará reduzir e essa caixa irá ficar “rodando” sempre para frente.
4 – Automatizado

O câmbio de moto automatizado é um que tem feito muito sucesso ultimamente. Equivocadamente chamada de automática, a caixa automatizada acaba com a necessidade do piloto de trocar utilizando o pé e o manete. Ele precisa só acelerar e frear a moto.
A diferença para o automático está na composição da caixa. Nesta existe uma série de marchas e engrenagens assim como os tipos manuais, porém quem faz as trocas são atuadores eletromecânicos e por isso o piloto pode rodar sem se preocupar.
Motos automatizadas não contam com o manete de embreagem ou com o pedal de troca, mas os mais conservadores conseguem passar ou reduzir, se quiserem, por meio de botões no punho esquerdo.
- Ainda existe o quickshifter, que é uma tecnologia quase automatizada. Ela funciona como uma assistente do câmbio e faz a função do manete de embreagem, ou seja, basta o piloto chutar o pedal que o assistente aciona a embreagem. basta apenas trocar com o pé – parecido com o semiautomático, mas mais eficiente.
5 – Tipos de câmbio de moto: CVT

Agora sim as automáticas reais, as motos de câmbio CVT. Este tipo de marcha costuma equipar dois extremos, as scooters e as gigantes touring, tornando a condução mais prática e condizente com os modelos.
O câmbio de moto CVT não possui marchas definidas e funciona como se fosse uma única velocidade que sempre trabalha nos giros corretos de acordo com a aceleração dada. Modelos com essa tecnologia não possuem pedal de troca, manete de embreagem e nem a opção de troca por botão.
Não é comum que motos de alto desempenho tenham esse tipo de câmbio, já que não da apra controlar manualmente o giro do motor, o que se faz muito necessário em condições mais agressivas.
👍 Curtiu? Apoie nosso trabalho seguindo nossas redes sociais e tenha acesso a conteúdos exclusivos. Não esqueça de comentar e compartilhar.
Ah, e se você é fã dos áudios do Boris, procure o AutoPapo nas principais plataformas de podcasts: