Vendendo apenas um carro no mercado brasileiro, a situação da japonesa Suzuki é nebulosa. Representada por aqui pelo grupo brasileiro HPE Automotres, que também é responsável pela Mitsubishi, a marca ainda não conseguiu homologar o pequeno jipinho Jimny Sierra para as novas regras de emissão mais rígidas do Proconve L8, que entraram em vigor em 1º de janeiro.
Graças a isso, a marca está impossibilitada de importar novas unidades desde o dia 1ª de janeiro deste ano. Atualmente, o modelo é vendido por meio de um lote de 1.000 unidades importado durante o ano passado para que a rede continuasse a se manter abastecida ao longo de 2025.

Suzuki Jimny Sierra 4You+ 2025
HPE confirma impasse
O Motor1.com Brasil a HPE Automotores para entender melhor qual é a situação da marca no país. A empresa confirmou que continua aguardando uma definição da matriz japonesa para definir às próximas diretrizes da Suzuki por aqui, porém, por questões estratégicas, não irá comentar mais sobre o assunto no momento.
A Suzuki Veículos segue com seus planos para o mercado brasileiro aguardando da Matriz no Japão, diretrizes de próximos produtos disponíveis que atendam as normas de emissões brasileiras e que, por questões estratégicas, não podemos dar mais detalhes. Enquanto isso, a linha Jimny Sierra segue disponível à venda nas concessionárias da marca espalhadas pelo Brasil.
Ainda no fim do ano passado durante o mês de setembro, o CEO do grupo, Mauro Correa, já havia dito em bate-papo para o Motor1.com Podcast que desejava ampliar o leque de oferta da marca japonesa por aqui, mas que dependia da matriz para aprovar novos projetos.
Atualmente, o Suzuki Jimny é vendido no Brasil apenas na versão 3 portas e em seis configurações. A versão de entrada é chamada de 4YOU Allgrip e conta com opção de câmbio MT e AT. Acima delas, Há a 4SPORT Allgrip, 4YOU Plus Allgrip, 4STYLE AllGrip e a topo de linha, chamada de 4EXPEDITION Allgrip que contam somente com câmbio AT. A mais barata parte de R$152.990 e chega aos R$213.990 na mais cara.
Na motorização, há um 1.5 16V aspirado movido somente com gasolina capaz de render 108 cv de potência a 6.000 rpm e 14,1 kgfm de torque a 4.000 giros. O câmbio pode ser manual de cinco velocidades ou automático de quatro. Sendo um produto de nicho, o SUV emplacou apenas 1.302 unidades em 2024.
Eletrificados poderiam ser alternativa
Na época, o executivo ainda comentou sobre a possibilidade de trazer alguns carros do portfólio da marca vendidos no mercado internacional, como a Índia. "A Suzuki tem um portfólio muito interessante e muitos carros produzidos na Índia", disse, fazendo referência ao principal mercado global da marca na atualidade. Por lá, a empresa tem o Fronx, que atua no segmento de SUVs de entrada.

Suzuki Fronx MHEV poderia ser opção para faixa de Fiat Pulse e Kia Stonic
O modelo poderia ser uma opção interessante para a HPE Automotores e a Suzuki do Brasil por oferecer opções eletrificadas, que são menos custosos para homologação. O Fronx é movido por um propulsor a gasolina de 1,5 litro naturalmente aspirado de 103 cv, que funciona em conjunto com um sistema de hibridização leve de 12V.
Esse motor pode ser combinado com uma transmissão manual de cinco marchas ou automática de seis marchas. A tração é sempre canalizada para o eixo dianteiro. Com esse conjunto, o Fronx faz média de 19,2 km/l pelas medições indianas.
Outra opção que poderia chegar ao país é o eVitara, que foi lançado em 2024 na Índia. Com 4,28 metros de comprimento, o modelo está alinhado com seus principais concorrentes em termos de dimensões, com largura de 1,80 m e altura de 1,63 m, características que o colocam no segmento dos SUVs compactos.
O Suzuki eVitara é oferecido com três opções de motorização, todas baseadas na plataforma Heartect-e. A versão de entrada contará com tração dianteira (FWD) e motor de 106 kW (cerca de 144 cv), enquanto a versão intermediária, também com tração dianteiras, oferecerá 128 kW (174 cv).
Já a versão topo de linha virá equipada com tração integral (AWD), combinando um motor dianteiro de 128 kW com um traseiro de 48 kW, totalizando 135 kW (184 cv). Ainda que o Vitara elétrico não seja tão capaz no off-road quanto o Jimny, o modelo se diferencia de boa parte dos concorrentes por ter tração do tipo integral, que já dá daria maior versatilidade ao SUV.
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