Nesses processos de aquisição, Murdoch mudou radicalmente a linha editorial de várias publicações, favorecendo um jornalismo agressivo e populista.
A preferência por políticos variava de acordo com a ocasião. Nos anos 1980, seus jornais no Reino Unido apoiavam abertamente a premiê conservadora Margaret Thatcher — especialmente durante a Guerra das Malvinas —, mas nos anos 1990 passaram a defender os trabalhistas de Tony Blair, para depois nos anos 2000 voltar a apoiar os conservadores.
Nos anos 1980, Murdoch também adquiriu nos EUA o estúdio de cinema Twentieth Century Fox — posteriormente revendido para a Disney — e a editora HarperCollins. Também lançou um canal de TV aberta, a Fox, responsável por programas notáveis dos anos 1990 como Os Simpsons e Arquivo X.
Já um bilionário à época, Murdoch lançou em 1996 aquele que seria de longe o veículo mais influente — e, para alguns, nefasto — do seu império de mídia: o canal de notícias Fox News.
Com uma linha de ultradireita e de ataque a causas associadas à esquerda ou ao Partido Democrata, a Fox News acabaria por ajudar a remodelar a paisagem política dos EUA, promovendo figuras do Partido Republicano, entre candidatos neoconservadores e, mais tarde, ultradireitistas como Donald Trump - embora neste último caso o relacionamento tenha sido, por vezes, tumultuado.
Disputa familiar pelo controle dos negócios
Em setembro do ano passado, Murdoch anunciou que transferiria a presidência de seu conglomerado ao filho primogênito, Lachlan Murdoch. No memorando de renúncia, o magnata assegurou seus funcionários de que seu herdeiro exerceria o cargo com mão firme.