Região da rua 25 de Março é citada como polo de pirataria em relatório dos EUA

há 18 horas 1

O levantamento diz que há mais de mil lojas comercializando mercadorias falsificadas de todos os tipos, incluindo eletrônicos de consumo, roupas, calçados, óculos, perfumes, acessórios de moda, por exemplo.

Segundo os detentores das marcas originais, trata-se de um dos maiores mercados atacadistas e varejistas de produtos falsificados no Brasil e na América Latina, diz o relatório.

Edson Vismona, presidente do Fórum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), pondera que esse tipo de relatório dos EUA é apresentado todos os anos e frequentemente faz referência ao Sistema Geral de Preferências (SGP), que avalia a concessão de benefícios tarifários com base em critérios como a proteção à propriedade intelectual.

As recentes mudanças nos critérios tarifários adotadas pelo governo americano têm alcance global e não estão diretamente relacionadas à questão da propriedade intelectual, diz Vismona. Trata-se de um contexto muito mais amplo. "Ainda assim, é inegável que o mercado ilícito acaba sendo um fator relevante nesse cenário", afirma.

Com o aumento da taxação, os preços dos produtos legais devem subir, o que favorece o avanço do mercado ilegal, observa o presidente do FNCP.

Nas contas da entidade, o País perdeu no ano passado R$ 468 bilhões com a ilegalidade, considerando contrabando, falsificação e pirataria em 15 setores da economia. A cifra inclui perdas diretas da indústria e evasão fiscal. "Em uma década, o prejuízo mais que quadruplicou", afirma Vismona.

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