"Logo que chegamos, vimos que a região já estava com policiamento, então começamos a transmitir as imagens. Em menos de dois minutos, fomos baleados por um tiro de calibre 7,62 mm, suficiente para derrubar uma aeronave. O tiro veio do alto do morro", diz o piloto.
Darlan realizou uma manobra e o projétil bateu em uma estrutura do helicóptero, sendo desviado e atingiu sua perna. "Eu senti como se fosse um chute bem forte naquela hora. A perícia constatou que, se o projétil não tivesse batido nessa estrutura, teria ido diretamente para o peito do cinegrafista, que estava à minha esquerda", diz o piloto.
Darlan ainda lembra que foi um grande susto na hora, pois o para-brisa quebrou e houve um forte barulho do lado de dentro da aeronave. Ele pediu auxílio a outra equipe que voava próximo participando da cobertura para confirmar se o seu helicóptero não estava pegando fogo.
Ele se direcionou para o estádio do Engenhão, onde pousou e foi logo atendido por uma equipe do Samu que se dirigiu ao local. O projétil ficou cravado no seu osso, e precisou ser removido por cirurgia.
Dois meses após o ocorrido, ele voltou a voar. "Chegou um momento em que eu percebi que não daria mais para operar no Rio, senão seria alvejado novamente. Larguei o emprego e me mudei para Salvador", conclui Darlan.
Colete à prova de balas
O comandante Hamilton Castro lembra de uma situação perigosa que ocorreu durante um voo na cidade por volta de 2012. Ele estava em um helicóptero Robinson R22 enquanto sobrevoava a região da avenida Brasil.