Com a tarifa anunciada ontem, a taxação para produtos chineses chega a 54%. Trump anunciou que a China será atingida com uma tarifa de 34%, além dos 20% que ele impôs no início deste ano, elevando o total das novas taxas para 54% e próximo do valor de 60% que ele havia ameaçado durante a campanha.
Taiwan iniciará negociações formais com Washington sobre tarifas. As tarifas são "altamente irracionais" e não refletem a relação comercial entre as duas economias, disse a porta-voz do gabinete de Taiwan, Lee Hui-chih, em comunicado.
A tarifa para produtos de Taiwan é de 32%. A taxa no entanto não se aplica a semicondutores, que constituem uma parcela significativa das exportações de Taiwan. A ilha é sede do maior fabricante de chips por contrato do mundo, a TSMC, que tem as gigantes tecnológicas americanas Nvidia e Apple como seus principais clientes e responde pela maior parte da capacidade global de fabricação de semicondutores avançados.
"Esse não é o ato de um amigo", disse o primeiro-ministro da Austrália. "As tarifas do governo (Trump) não têm base lógica e vão contra a base da parceria de nossas duas nações", disse Anthony Albanese. A Austrália é frequentemente descrita como o "xerife adjunto" dos Estados Unidos na Ásia.
Líderes de Japão, Nova Zelândia e Coreia do Sul também criticaram a medida de Trump. "Precisamos decidir o que é melhor para o Japão e o que é mais eficaz, de forma cuidadosa, mas ousada e rápida", disse o ministro do Comércio, Yoji Muto, quando perguntado se o Japão iria retaliar.
O Japão foi atingido com uma taxa de 24%. A tarifa da Coreia do Sul ficou em 25%, a de Taiwan, 32%, e a da União Europeia, 20%. Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Arábia Saudita e a maior parte da América do Sul foram atingidos com o mínimo de 10%.