Na parte alemã aparece em três itens. Do lado da Mercedes vem a alavanca de câmbio na coluna de direção e o desenho redondo estilizado dos alto-falantes nas portas. Lembra os Burmester, mas aqui eles são da Sony. Já a referência ao Taycan vem com botões touch do lado esquerdo do painel de instrumentos, onde é possível aumentar e diminuir o som do multimídia, bem como ajustar o dimmer de iluminação das telas.
O acabamento é outro ponto positivo. A cabine mistura materiais de boa qualidade como couro, superfícies macias ao toque, aço escovado, peças em preto brilhante, imitação de madeira, costuras e iluminação de LED. A silhueta de um carro na parte inferior do painel é um detalhe que não precisava?

Em termos de itens de série, o E5 vem com pacote de assistências ao motorista, como controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, alertas de colisão frontal e traseira, e monitoramento de ponto cego. O SUV elétrico vem ainda com câmeras 360° e carregador por indução. Apple Carplay e Android Auto funcionam sem necessidade de fio.
A estreia seria ao lado do C5, o mesmo modelo, porém com motorização híbrida leve. Seria. A Omoda mudou os planos e até o fim do ano chega uma versão híbrida plena, nos mesmos moldes do Toyota Corolla Cross. Falando em planos, eles são ousados, mas não como os da BYD: iniciar a operação entre este mês e abril com 50 concessionárias inauguradas e espalhadas por 40 cidades em 17 estados.
E não para por aí. O objetivo é terminar o ano de 2025 com 70 lojas. Se tudo correr como o planejado, serão 150 pontos de vendas até 2028. O investimento inicial é de R$ 200 milhões. O aporte, por sua vez, deve aumentar nos próximos meses porque a chinesa já tem conversas para produzir carros no país em regime CKD.
O Omoda E5 tem qualidades, como autonomia, design e acabamento, para enfrentar seus conterrâneos. Diz-se que a grama do vizinho é sempre mais verde. No caso do meu, talvez a semente tenha sido plantada.