Após anúncio de venda para o BRB, Master diminui taxa de CDBs

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O Banco Master anunciou nesta quarta-feira (2) a redução nas taxas pagas em seus CDBs (Certificados de Depósito Bancário). Segundo a instituição, a redução vem após o acordo para a venda de 58% da instituição para o BRB (Banco Regional de Brasília), divulgado na última sexta (28).

Foram reduzidas as taxas dos CDBs prefixados e pós-fixados, em 0,3 ponto percentual e em 3 pontos percentuais do CDI, respectivamente, em todos os prazos.

No CDB com prazo de 30 dias corridos, a taxa anual prefixada passou de 14,2% para 13,9%. No CDB de 60 dias, houve diminuição de 14,4% para 14,1%; e em 90 dias, de 14,5% para 14,2%.

Nos pós-fixados, o CDB de um ano foi de 110% para 107%; e de dois anos, de 114% para 111%.

Segundo o Master, o volume de captação via CDBs registrou um crescimento desde o anúncio do negócio com o BRB.

O Master, de Daniel Vorcaro, acelerou o crescimento nos últimos anos com uma estratégia considerada agressiva. Ofereceu CDBs a taxas que chegaram a 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), enquanto o mercado mal encosta em 100%. Na posição de banco de pequeno porte, colocava o produto no mercado por meio de outras instituições. Na outra ponta, fazia empréstimos e investimentos em empresas consideradas problemáticas.

No mercado financeiro, geralmente, quanto mais risco, maior o retorno do investimento ou da operação.

AQUISIÇÃO É INVESTIGADA

O Ministério Público do Distrito Federal abriu, nesta terça-feira (1º), um inquérito civil para investigar a aquisição de parte do Banco Master pelo BRB, instituição cujo maior acionista é o governo distrital.

O caso ficará sob a responsabilidade da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social, que irá apurar as circunstâncias da compra e venda de ações na operação.

Além dessa apuração, o Ministério Público de Contas do DF, que atua em casos sob apreciação do Tribunal de Contas do Distrito Federal, também abriu uma investigação sobre o tema.

A Procuradoria de Contas solicitou formalmente ao BRB informações e acesso à íntegra do processo administrativo da aquisição, com o objetivo de apurar se a operação foi regular.

"A investigação está em andamento, sob sigilo, e está sendo conduzida pelo gabinete da 1ª Procuradoria", diz o órgão, em nota.

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