Pix para todos

há 1 dia 1

A indústria tem os menores índices de fraude - em torno de 9 basis points no último mês do ano passado, uma redução de quase 20% entre 2023 e 2024 -, excepcionais taxas de aprovação, ótima usabilidade e o cartão é reconhecido como o meio de pagamento mais utilizado. Em média, os brasileiros realizam cerca de 125 milhões de pagamentos com cartão por dia, o que representa cerca de 1,5 mil operações por segundo.

Há alguns anos, seguindo essa trilha de evolução dos meios de pagamento, o Banco Central lançou o pagamento instantâneo (pix), que veio para somar aos esforços do mercado no combate ao uso do papel moeda, da informalidade e para contribuir de forma importante com a inclusão financeira da população.

Diferentemente de algumas visões e análises, o mercado de cartões vê no pix um parceiro na "eletronização" das transações de pagamento, na bancarização, na luta pela rastreabilidade das transações comerciais e financeiras. Essa inclusão é saudável e só faz bem à indústria e ao País.

Convenhamos: o pix pode conviver com o mercado de cartões, cujo crescimento, na última década, manteve-se em dois dígitos. Vamos lembrar que, conforme os dados da Abecs, só em 2024, as compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 10,9%, registrando a cifra recorde de R$ 4,1 trilhões.

E, se ainda não foram introduzidos alguns aperfeiçoamentos necessários na condução do pix, como a segregação da governança do produto das funções de regulação e supervisão do Bacen, o fim de implantações e desenvolvimentos obrigatórios e prioritários, a abertura para participação dos demais arranjos no ecossistema do Open Finance, a indispensável diferenciação entre transações de pagamento das de transferência de recursos entre contas, dentre outros, temos, neste momento, uma excelente janela de oportunidade para levar esse meio eletrônico de pagamento a todos os brasileiros.

Com o pix preparado para uso da tecnologia NFC (Near Field Communication), já disponibilizada há tempos pelos cartões (o famoso pagamento por aproximação), estão dadas as condições necessárias para a sua "universalização" no Brasil.

Leia o artigo completo