O que é a pedra de 12 ângulos, joia da arquitetura inca vandalizada de forma irrecuperável

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É uma das pedras mais famosas do Peru. E todos que passam pela cidade de Cusco são convidados a visitá-la.

À primeira vista, não passa de uma grande pedra inserida junto a outras no muro de uma das construções históricas do centro de Cusco.

A pedra dos 12 ângulos, como é popularmente conhecida, é um dos destinos habituais de moradores locais e turistas que visitam a antiga capital do Império Inca.

Um ataque de vandalismo, ocorrido na última terça-feira (18), ganhou destaque no noticiário internacional depois que autoridades relataram que o local havia sofrido danos "irreversíveis".

O que é a pedra dos 12 ângulos?

A pedra dos 12 ângulos é um bloco de diorito verde incrustado no muro do Palácio do Arcebispo de Cusco, no centro histórico da capital cusquenha. Ela está listada como patrimônio cultural do Peru.

O Palácio do Arcebispo foi construído durante a colonização espanhola sobre as ruínas do antigo palácio do rei inca Inca Roca, cujos muros incluíam a pedra dos 12 ângulos.

Com 12 ângulos delicadamente esculpidos e um peso de seis toneladas, ela se encaixa perfeitamente com o restante das pedras do muro, razão pela qual é considerada um exemplo da habilidade e precisão dos engenheiros incas, além de um indício da grandeza de Inca Roca, o rei que governou Cusco entre aproximadamente os anos de 1350 e 1380.

Acredita-se que originalmente possa ter tido um significado simbólico ou religioso.

Segundo o Ministério da Cultura do Peru, "é um bem cultural e histórico de enorme valor para nossa nação".

As câmeras de segurança capturaram o momento em que ele começou a desferir golpes na pedra.

A Secretaria de Cultura de Cusco informou que o agressor estava "em um aparente estado de embriaguez e fora de si".

O ataque provocou a queda de vários fragmentos, dano que Jorge Moya, chefe da Secretaria de Cultura de Cusco, classificou como "irreversível".

O homem detido foi identificado como Gabriel Mariano Roysi Malani, de 30 anos, e não está claro o que o levou a danificar a pedra.

Moya afirmou que seu departamento vai solicitar a "punição máxima" para o detido, que pode passar anos na prisão por um crime contra o patrimônio cultural.

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