Restos mortais de 150 legionários romanos foram descobertos em uma vala comum próxima à Viena, na Áustria, afirmou o Museu de Viena nesta quarta-feira (2).
As obras de reforma de um campo de futebol na área residencial e industrial de Simmering revelaram a existência dos restos mortais em outubro de do ano passado. Arqueólogos do museu foram chamados para avaliar o material.
Após a análise deles, foi confirmado que as ossadas datam do século 1º.
Inicialmente, os arqueólogos identificaram a estrutura óssea de 129 pessoas enterradas no local, mas escavações posteriores resultaram na descoberta de mais ossos, levando os especialistas a acreditar que o número de corpos ultrapassa 150.
Segundo o Museu de Viena, encontrar esqueletos desse período específico é algo extremamente raro devido à prática da cremação comum na sociedade romana até o século 3º.
"Como os enterros por cremação eram comuns nas partes europeias do Império Romano por volta do ano 100, os enterros de corpos eram uma exceção absoluta. Os achados de esqueletos romanos desse período são, portanto, extremamente raros", afirmou Kristina Adler-Wölfl, diretora de arqueologia de Viena.
Soldados mortos em batalha
A análise indicou que os indivíduos enterrados tinham entre 20 e 30 anos de idade quando morreram e que eram exclusivamente homens.
Lesões causadas por espadas, lanças, punhais e projéteis foram identificadas como as causas da morte, levando a equipe a determinar que os mortos eram antigos legionários e fizeram parte de uma operação militar.
"No contexto das guerras romanas, não há achados comparáveis de combatentes", disse Michaela Binder, que liderou a escavação arqueológica. "Há enormes campos de batalha na Alemanha onde foram encontradas armas. Mas encontrar os mortos é algo único em toda a história romana."
O Museu de Viena afirmou que outras investigações aprofundadas continuarão e que a pesquisa ainda está em uma fase muito inicial.