Com bateria de 64,1 kWh, o SUV elétrico da Neta consegue rodar 317 km, de acordo com o Programa de Etiquetagem Veicular (PBEV). Um alcance considerável para rodar na cidade e viagens, digamos, curtas. O problema' é que a recarga em corrente alternada (AC) só pode ser feita até 6 kWh (não muito diferente dos rivais), o que levaria mais de 10 horas para encher o 'tanque'. Já em corrente contínua (DC) a capacidade sobe para 88 kwh.
E, como todo carro chinês, o preço competitivo vem acompanhado de uma lista de equipamentos recheada, como dispositivos de segurança, como seis airbags, controle de cruzeiro adaptativo, frenagem automática de emergência, alerta de mudança e permanência em faixa, detectores de desvio de atenção e fadiga e leitura de placas. Fora isso, há câmera 360°, sistema de monitoramento de pressão dos pneus e carregador por indução.
Vale ressaltar que falo da versão topo mais cara. A inédita marca chinesa ainda comercializa outras duas opções, de R$ 194.900 e R$ 204.900, respectivamente. Seu concorrente direto é o compatriota BYD Yuan Plus, de R$ 235.800. Apesar de mais potente e rápido, o BYD tem 20 km de autonomia a menos de acordo com a medição do do Inmetro.
Sim, a marca chinesa passa por apuros em sua matriz, tendo uma queda de 98% nas vendas e demitido todo o departamento de pesquisa e desenvolvimento. Há falta de investimentos, atrasos de pagamentos a fornecedores e até promessas não cumpridas, como carros topo de linha com menos equipamentos que o anunciado.
A diferença abissal entre os dois carros elétricos que a Neta vende atualmente por aqui me traz um pensamento dúbio. Por um lado, com Aya, dá para entender a crise, polêmicas e críticas. Porém, a capacidade de fazer o X (e, claro, outros modelos, como L, premiado como o Carro do Ano 2024 na China), me dá um fio (muito fino, diga-se) de esperança que, talvez, a marca tenha uma salvação.