A tendência de aumento nos custos do setor é reforçada pela taxa acumulada em 12 meses, que atingiu 7,32%. Esse resultado representa um avanço expressivo em comparação com março de 2024, quando o índice acumulava alta de 3,29% no mesmo período.
A falta de trabalhadores influencia os preços elevados e torna os profissionais mais caros. Entre os itens que compõem o índice de inflação da construção civil, a mão de obra registrou a maior alta nos últimos 12 meses: 9,5%. Componentes e materiais subiram 5,9%.
Em São Paulo, o quadro é mais crítico. O ICC-SP registrou alta de 8,08%, e o componente mão de obra, de 10,49%. No ano passado, em março, o INCC-M Brasil e São Paulo acumulavam alta de 3,29% e 3,61%, respectivamente.
Não é difícil entender esse movimento: o forte choque de juros iniciado ainda em 2024 e as incertezas do cenário global trouxeram muitas inquietudes para a economia, avalia o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).
O estudo coletou informações de 656 empresas de sete capitais brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.