Com o retorno do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-AM), da viagem ao Japão ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro deve voltar ao centro das atenções na Casa.
O PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, é o maior interessado na medida. Na semana passada, a legenda promoveu uma obstrução parcial nas votações da Câmara em resposta à decisão do STF que tornou Bolsonaro e outros sete aliados réus por tentativa de golpe de Estado, a partir de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
A proposta de anistia já vinha sendo pressionada desde o início do ano legislativo, em fevereiro. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante, afirma que ao menos outros oito líderes partidários já sinalizaram apoio à proposta.
Segundo levantamento da legenda, os partidos favoráveis à aprovação somam 322 deputados, número suficiente para aprovar um projeto de lei ordinária com folga.
Está previsto para a próxima quinta-feira (3) que Sóstenes apresente um requerimento de urgência para que o texto seja apreciado com prioridade no plenário da Câmara.