É um montante significativo para a Eletrobras, cujo próprio valuation foi estabelecido em R$ 57 bilhões em setembro de 2024 pelos especialistas da EY, que elaboraram os laudos que integram as discussões de incorporação da Eletropar.
A medida busca simplificar a estrutura societária da companhia, eliminar redundâncias administrativas e aumentar a transparência. Segundo documentos submetidos à CVM, a operação resultará em "maior racionalidade e eficiência operacional", além de permitir à Eletrobras exercer controle direto sobre os investimentos detidos anteriormente pela Eletropar.
Por que Eletrobras e União brigaram
A incorporação da Eletropar ocorre dias depois de Eletrobras e governo federal anunciarem um acordo que encerra a disputa judicial sobre o controle da companhia. No centro do conflito estava o limite de 10% no poder de voto dos acionistas, mesmo aqueles que, como a União, detêm participação muito superior.
Pelo entendimento firmado, o governo passará a indicar três membros do Conselho de Administração e um do Conselho Fiscal da Eletrobras. A empresa também deixará de ser obrigada a investir na construção da usina nuclear de Angra 3, embora siga responsável por apoiar a operação de Angra 1 por meio da compra de debêntures conversíveis.
A conciliação foi mediada pelo Supremo Tribunal Federal e precisa agora de dois ritos para se concretizar: aprovação pelos acionistas e homologação final pelo próprio STF
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