Acordo de FMI e Argentina será de US$ 20 bi, sem exigir desvalorização, diz ministro

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O ministro da Economia da Argentina, Luis Caputo, confirmou nesta quinta-feira (27) que o acordo que o país está negociando com o Fundo Monetário Internacional (FMI) terá o valor de US$20 bilhões. É a primeira vez que ele estipula formalmente um valor no programa, há muito tempo em suspenso.

Falando em uma conferência em Buenos Aires, Caputo disse que solicitou à diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, no dia anterior, sua permissão para anunciar o número devido à turbulência do mercado nas últimas semanas. “O valor que acordamos com a equipe (do FMI) — e que, em última instância, a diretoria decidirá se será aprovado ou não — é de US$20 bilhões”, disse Caputo.

Ele acrescentou que espera que a diretoria do FMI se reúna nas próximas semanas para votar o acordo de empréstimo. Há pouco dias, o presidente Javier Milei disse que esperava a assinatura do acordo para meados de abril.

Além do valor do acordo em negociação, o país também está buscando completar o colchão de liquidez que pode servir para acalmar os mercados. Segundo o ministro, estão em negociação com organismos como o Banco Mundial, o BID e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) acordos que podem chegar a US$ 25 bilhões, para ajudar a reforçar as reservas do Banco Central.

Embora seja inevitável que o FMI peça ajustes na política cambial do país, o ministro disse que não vai haver exigência de desvalorização do peso. Especulações no mercado falavam de uma desvalorização de até 30% a caminho.

(Com Reuters)

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