Ligada à Nasa, a IAWN foi criada em 2014 para colaboração internacional na detecção, rastreamento e alerta sobre asteroides que possam representar risco à Terra. Esse esforço conjunto reúne observatórios astronômicos, agências espaciais e instituições acadêmicas ao redor do mundo, com o objetivo de monitorar objetos próximos à Terra (Near-Earth Objects — NEOs, na sigla em inglês).
A função principal do IAWN é coordenar observações e dados para calcular órbitas precisas de asteroides. Com isso, a rede avalia riscos de impacto e comunica informações relevantes às autoridades competentes e ao público. Isso permite a adoção de medidas preventivas e estratégias de defesa planetária.
O SMPAG também foi criado em 2014 e é ligado à ESA. Ele é um grupo internacional criado em 2014 com o objetivo de coordenar esforços para a defesa planetária contra potenciais impactos de asteroides. O programa reúne agências espaciais e instituições especializadas para desenvolver estratégias e diretrizes para futuras missões de mitigação, caso um NEO represente uma ameaça real de colisão.
A principal função do SMPAG é avaliar e planejar possíveis respostas a ameaças de impacto, incluindo missões para desviar ou destruir asteroides perigosos. Além disso, o grupo promove a colaboração entre diferentes países, garantindo que a humanidade tenha um plano de ação eficaz caso seja necessário lidar com um asteroide em rota de colisão com a Terra.
No dia 29 de janeiro, a IAWN emitiu uma notificação de possível impacto de asteroide direcionada ao SMPAG. O documento diz que o 2024 YR4 pode atingir o "corredor" formado pelo leste do Oceano Pacífico, norte da América do Sul, Oceano Atlântico, África, Mar Arábico e Sul da Ásia. A notificação também fala em "dano grave" à Terra em caso de impacto.
Os danos causados em ocorrer a até 50 km do local do impacto, com base no topo da estimativa de tamanho [do asteroide]
IAWN