Renault 5 Turbo 3E entrará em produção com tiragem limitada a 1.980 carros

há 1 semana 5

A Renault está levando a sério a venda do excêntrico 5 Turbo 3E. Depois de apresentar o conceito no final de 2024, a versão de produção acaba de ser revelada. Visualmente, o modelo de série é praticamente idêntico ao protótipo, exceto por pequenas mudanças, como a adição de um logotipo RS atrás dos pilares B. Ele continua sendo um carro de duas portas e dois lugares, enquanto o Renault 5 E-Tech convencional conta com portas traseiras e cinco assentos. Outra diferença em relação ao R5 comum é que o novo 5 Turbo 3E tem tração traseira, seguindo a tradição dos Renault 5 Turbo e Turbo 2 dos anos 80, que tinham motor central.

Esse pequeno monstro com carroceria alargada traz enormes aros de 20 polegadas. Apesar do “Turbo” no nome, é um elétrico puro. Seus avantajados para-lamas traseiros escondem dois motores (um para cada roda traseira), com potência combinada de impressionantes 400 kW (544 cv). O torque declarado é de absurdos 490 kgfm, mas esse número provavelmente se refere ao torque nas rodas, e não ao torque real do motor. A GMC fez o mesmo com o Hummer EV, assim como a Tesla com o Roadster. Mais recentemente, a BMW divulgou valores igualmente elevados para o Vision Driving Experience. O valor real deve ser cerca de 10% do número informado.

Versão de produção 2027 do Renault 5 Turbo 3E

Foto de: Renault

O R5 Turbo 3E acelera de 0 a 100 km/h em cerca de três segundos e atinge uma respeitável velocidade máxima de 270 km/h. Apesar do foco no desempenho, esse radical elétrico da Renault promete uma autonomia razoável. A fabricante francesa estima um alcance máximo de 400 km no ciclo WLTP, graças ao pacote de baterias de 70 kWh.

Ainda que seja um carro maior e com uma bateria mais pesada do que a do Renault 5 E-Tech normal, o “mini supercarro” pesa 1.450 kg, o mesmo que a versão elétrica convencional equipada com uma bateria de 52 kWh. Esse peso extra foi compensado pelo uso extensivo de fibra de carbono dentro e fora do veículo. A remoção das portas traseiras e dos assentos traseiros também ajudou a manter a balança sob controle. Até o início da produção, a Renault pretende reduzir ainda mais o peso do modelo.

Versão de produção 2027 do Renault 5 Turbo 3E

Foto de: Renault

As melhorias vão além do visual, já que o Renault 5 Turbo 3E adota uma arquitetura elétrica avançada de 800 volts. Isso possibilita uma velocidade máxima de recarga de 350 kW, enquanto o modelo elétrico convencional suporta apenas 100 kW em carregamento DC. Em condições ideais, a bateria de íons de lítio pode ser carregada de 15% a 80% em apenas 15 minutos.

O Renault 5 E-Tech já deu origem a uma versão esportiva, o Alpine A290, com tração dianteira e potência de 180 ou 220 cv (https://insideevs.uol.com.br/reviews/740091/primeiras-impressoes-alpine-a290-eletrico/), mas o 5 Turbo 3E é um animal completamente diferente. A presença de uma alavanca de freio de mão vertical, no estilo rali, deixa claro que esse carro é algo muito mais especial. O interior tem superfícies revestidas de alcantara, uma gaiola de proteção e bancos tipo concha com cintos de seis pontos, criando o que a Renault chama de “ambiente superalimentado”.

Versão de produção 2027 do Renault 5 Turbo 3E

Foto de: Renault

A marca abrirá os pedidos nas próximas semanas, com as primeiras entregas previstas para 2027. O preço ainda não foi revelado, mas o 5 Turbo 3E provavelmente ultrapassará a marca de seis dígitos (em euros ou dólares…). Serão produzidas apenas 1.980 unidades, em homenagem ao ano de lançamento do 5 Turbo original homologado para as ruas. Esse elétrico insano será vendido na Europa, no Oriente Médio, no Japão e na Austrália.

O novo modelo elétrico quer ser a reencarnação do Renault 5 Turbo, esportivo que fez história nos ralis dos Grupos 4 e B da FIA. A partir do subcompacto R5, um carrinho popular com tração dianteira, a Renault desenvolveu um biposto insano, com motor central, projetado tanto para as ruas quanto para competições. Sua estreia ocorreu no Salão de Paris de 1978, mas a versão final ficou pronta apenas em 1980.

O monobloco do R5 convencional era enviado para a Heuliez, onde passava por extensas modificações, ganhava para-lamas alargados e recebia um subchassi para acomodar o motor em posição central-traseira. A montagem final do carro ficava a cargo da Alpine-Renault, em Dieppe. O eixo traseiro era proveniente do Alpine A310 V6. O sistema de freios utilizava discos ventilados do Citroën CX, com pinças do Renault 20.

Os primeiros modelos (1981-1982) tinham portas e teto de alumínio, a fim de manter o peso total abaixo de uma tonelada. Na versão Turbo 2 (1983-1985), essas peças passaram a ser de aço, visando reduzir custos.

O motor utilizado originalmente era o Cléon-Fonte do Renault 5 Alpine, em uma versão sobrealimentada. Tratava-se de um quatro-cilindros de 1.397 cm³, com injeção mecânica Bosch K-Jetronic e um turbo Garrett T3. A caixa de câmbio era manual, de cinco marchas, oriunda do Renault 30 TX.

Era um carro de competição que podia ser comprado para uso nas ruas. Com os ralis, o desenvolvimento continuou, culminando na última evolução do modelo: o Maxi 5 Turbo, com mais de 350 cv!

O Grupo B foi proibido no final de 1986 devido a inúmeros acidentes fatais, encerrando a era de ouro do Renault 5 Turbo. Ao todo, foram produzidos 4.857 exemplares. Hoje, um modelo original pode ultrapassar os 100 mil euros.

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Fonte: Renault

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