Presente na decisão do AI-5: qual a ligação de Delfim Netto com a ditadura?

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Implementou medidas que desencadearam o "milagre econômico". No período, a facilidade de empréstimos impulsionou o consumo e a produção de bens duráveis em território nacional, especialmente eletrodomésticos e automóveis.

Economia cresceu, concentração de renda também. As medidas adotadas por Delfim Netto fizeram a economia brasileira crescer cerca de 11% ao ano, mas o período também ficou marcado pelo aumento da concentração de renda no Brasil.

Frase famosa. Delfim é o autor da célebre frase de que é preciso "fazer o bolo crescer, para depois dividi-lo", defendendo que primeiro era necessário impulsionar o PIB para depois dividir a riqueza entre a população. Esta última etapa não aconteceu.

Saída da Fazenda para ir à França. Delfim Netto permaneceu como ministro da Fazenda durante o mandato de Emílio Médici, e deixou o cargo na gestão de Ernesto Geisel para ser embaixador do Brasil na França, entre 1974 e 1978.

Assumiu Agricultura e Planejamento. Quando retornou ao Brasil, o período de grande crescimento econômico e inflação baixa já tinha perdido o fôlego, e ele assumiu o Ministério da Agricultura por cinco meses, seguido do Ministério da Secretaria do Planejamento da Presidência do Brasil em condições econômicas menos favoráveis.

Contribuição na negociação de dívida externa. Nessa última passagem, Delfim contribuiu para a negociação da dívida externa elevada com os credores estrangeiros e com o Fundo Monetário Internacional (FMI), com quem conseguiu empréstimo de US$ 6,5 bilhões.

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