Apoiador da chapa para a Prefeitura de São Paulo formada por Tabata Amaral (PSB) e Lúcia França (PSB), sua esposa, o ministro Márcio França (Empreendedorismo) acompanhou presencialmente o debate da TV Band nesta quinta-feira (8).
Após o evento, ele disse que foi um "debate duro" e que "alguns conhecem pouco da cidade". Ele afirmou que o prefeito Ricardo Nunes (MDB) mostrou conhecer São Paulo e que Tabata fez perguntas certeiras e que desestabilizaram o emedebista e também Pablo Marçal (PRTB).
Para Nunes, a deputada perguntou sobre o boletim de ocorrência que a mulher do prefeito registrou em 2011, que ele disse ser forjado, o que foi desmentido pela Polícia Civil. Para o ex-coach, ela falou da condenação que ele teve em 2010 por participação em uma quadrilha que desviou dinheiro de bancos em meados de 2005.
"Ele [Marçal] deu uma murchada depois da pergunta dela. Ela sempre é muito perfeita, estuda e se prepara para os debates", afirma o ministro.
Sobre as performances de Marçal e José Luiz Datena (PSDB), ele diz que o apresentador, que é seu amigo, "é um artista de verdade", e que o ex-coach "também é um artista, só que sem TV ainda".
"Acho que tudo dele dá a impressão que é meio fake. Me faz lembrar do jeito [João] Doria. Só que é menos educado", afirma França, que protagonizou debates com o também ex-governador em 2018, na disputa pelo governo de São Paulo.
Marçal escalou o tom contra os adversários no debate, especialmente após a pergunta de Tabata. O influenciador disse que a deputada é "para-choque de comunista", "adolescente" e que parece uma "jornalistazinha militante".