Um dos caciques da tendência petista Construindo um Novo Brasil (CNB), que controla o partido há 20 anos, Francisco Rocha diz que não haverá divisão na corrente em razão da escolha do novo presidente da legenda, marcada para julho.
A CNB vive um racha em torno da candidatura do ex-ministro Edinho Silva para o cargo.
"Quem da CNB for lançar outro candidato vai enfrentar resistência da militância e se resolver com o terceiro andar do Palácio do Planalto", diz Rochinha, como é conhecido, em referência a Lula, que apoia Edinho.
O candidato, que até o ano passado era prefeito de Araraquara (SP), tem apoio, além do presidente, de ministros como Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Saúde) e Camilo Santana (Educação), além do ex-ministro José Dirceu.
Edinho enfrenta resistência de uma ala formada, entre outros, pela ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (CE), o deputado federal Jilmar Tatto (SP), o prefeito de Maricá, Washington Quaquá e a tesoureira, Gleide Andrade.
Segundo Rochinha, a disputa interna não se deve a questões de ideologia, mas a apego interno por cargos. O mais disputado é a tesouraria.
Ele prevê que Edinho terá cerca de 53% na eleição interna, evitando assim a necessidade de segundo turno.
Outros nomes já lançados por tendências minoritárias são o secretário de Relações Internacionais da legenda, Romênio Pereira, e o dirigente Valter Pomar. O deputado federal Rui Falcão, ex-presidente do PT, também cogita se candidatar.