A opção do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), para a vice de sua chapa à reeleição também teve como variável reduzir a pressão sobre a decisão para uma eventual candidatura ao governo estadual, em 2026.
A escolha do deputado estadual Eduardo Cavaliere (PSD) tornou mais viável a permanência do atual prefeito no cargo até o fim do quarto mandato, caso reeleito este ano. Essa é uma das opções avaliadas por Paes, caso o cenário político lhe seja desfavorável numa disputa pelo Palácio Guanabara.
Caso Pedro Paulo (PSD) fosse escolhido, a avaliação é de que a pressão pela renúncia em abril de 2026 seria maior. O braço-direito teria aberto mão de um mandato consolidado como deputado federal com a perspectiva imediata de substituir o prefeito.
Aos 29 anos e iniciando na política, a permanência de Cavaliere como vice até 2028 é vista como mais natural.
A conta sobre 2026, porém, foi complementar à analise principal: criar condições para a reeleição com menos riscos. Havia preocupação em relação aos efeitos do vídeo íntimo de Pedro Paulo na campanha, bem como da acusação, já arquivada, de agressão à ex-mulher.