O #Hashtag vem acompanhando com assiduidade os primeiros dias do Bluesky após o X ser bloqueado no Brasil, por ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes. Neste post, a gente compartilha seis tendências observadas na plataforma que tem sido a queridinha dos brasileiros nessa nova era pós-Twitter.
AO INFINITO E ALÉM
A rede não para de crescer —são três milhões de novos usuários desde o bloqueio do X no Brasil, a maior parte de brasileiros, tanto que os anúncios são feitos também em português. Com isso, o Bluesky soma nove milhões de usuários, um crescimento robusto que pode elevá-la a um novo patamar no jogo das redes sociais.
COPIA, MAS NÃO FAZ IGUAL
O modus operandi da rede é extremamente parecido com o do X, antigo Twitter. Até os memes são iguais. No entanto, alguns recursos ainda não estão disponíveis, como trending topics (listas com assuntos do momento) e vídeos. Como bem indagou o @paulistex.bsky.social, será que não é exatamente a ausência dessas funcionalidades que pode torná-la mais saudável do que outras redes?
SAÚDE EM DIA
A percepção geral entre os usuários é de que se trata de uma rede saudável e que se preocupa em se manter saudável, como fica demonstrado nas falas de Jay Graber. Em entrevista recente, a CEO afirmou querer fazer do Bluesky um "ótimo lugar para brasileiros". É muito mais fácil do que era no X, por exemplo, evitar discursos de ódio e moderar a interação com outros usuários, como se fosse possível adestrar o algoritmo. As conversas, segundo os usuários, estão mais propositivas. "Aqui sentimos que há humanidade; lá, só ódio", escreveu @cinemaemcena.com.br.
EU QUERO MINHA BOLHA
Um efeito colateral desses filtros é a possibilidade de aumentar a bolha, algo que as redes sociais se especializaram nas últimas duas décadas. Ao mesmo tempo, depois de tanto ódio e briga no X, há usuários que desejam deliberadamente entrar em uma bolha e não sair mais, como escreve o @danibah.bsky.social: "Aqui no Bluesky reencontrei minha bolha e minha paz".
AMOR ÀS REDES
ICQ, Orkut, MSN, Flickr, Tumblr. Historicamente, os brasileiros amam redes sociais e estão sempre entre os maiores usuários das plataformas. O tamanho da nossa população ajuda, mas a cultura de sociabilização do brasileiro é apontada como uma das razões para esses números. É natural, portanto, o Bluesky se abrasileirar cada vez mais.
FRAGMENTAÇÃO
Apesar do crescimento, dificilmente o Bluesky atingirá o patamar do que já foi o Twitter —mesmo na UTI, havia cerca de 20 milhões de usuários ativos mensais no Brasil. Vivemos a era da fragmentação das redes, ou seja, os usuários estão espalhados por uma grande variedade de plataformas e não existe uma rede única como um dia foi o Facebook. E o Bluesky será mais um nesse multiverso.