Microsoft faz 50 anos e fatura mais com nuvem do que com Windows; veja 5 produtos da empresa

há 16 horas 2

Há pouco mais de 50 anos, os amigos Bill Gates e Paul Allen (1953-2018) tiveram uma ideia ao ler uma reportagem de capa da revista Popular Electronics. O texto falava sobre um minicomputador capaz de competir com monstrengos comerciais.

Há exatamente 50 anos, os amigos Bill Gates e Paul Allen fundaram a Micro-Soft de olho no incipiente mercado de softwares para microcomputadores.

De lá para cá, o hífen caiu em desuso, mas a agora Microsoft continua relevante como nunca, menos por causa de produtos como Internet Explorer, Windows e Office, e mais por empreitadas nas áreas de nuvem, inteligência artificial e computação quântica.

Avaliada em US$ 2,7 trilhões, atrás apenas da Apple, a empresa com sede em Redmond, no noroeste dos Estados Unidos, aproveitou uma nova onda de avanços em IA para impulsionar a estrela da vez OpenAI e produtos como uma versão (literalmente) sedutora do Bing e o assistente Copilot.

A trajetória também foi marcada por grandes aquisições, como o agora morto Skype (2011, US$ 8,5 bilhões), a rede social LinkedIn (2016, US$ 26,2 bilhões), o repositório de códigos GitHub (2018, US$ 7,5 bilhões) e a desenvolvedora de games Activision Blizzard (2023, US$ 69 bilhões).

"À medida que olhamos para o futuro, nossa missão continua a ser capacitar cada pessoa e organização, e nosso sucesso depende de como aproveitamos a IA e outras tecnologias para amplificar as realizações humanas e criar mudanças positivas para a sociedade. As inovações que estamos desenvolvendo hoje definirão as próximas cinco décadas", diz a empresa em página para celebrar a efeméride.

Relembre cinco produtos marcantes da história da Microsoft, hoje comandada pelo CEO Satya Nadella.

WINDOWS

O sistema operacional Windows foi lançado em 1985 como uma interface gráfica para o MS-DOS, então o software dominante em computadores pessoais da marca IBM.

A popularidade cresceu com o Windows 95, o primeiro com a hoje onipresente barra de tarefas e o menu Iniciar, que consolidou o domínio da empresa no mercado. A consolidação veio com o Windows XP, de 2001, que vendeu 17 milhões de cópias em dois meses.

De 1995 a 2000, o valor de mercado da empresa decuplicou de cerca de US$ 55 bilhões para um pico de US$ 600 bilhões com a bolha de internet. Hoje, o Windows segue como o sistema mais utilizado em PCs, com participação de cerca de 70% no setor, embora já não seja o segmento mais rentável da empresa.

No atual Windows 11, a Microsoft dispôs o menu Iniciar no centro da barra de tarefas e incluiu integração com a inteligência artificial Copilot, de assistência em tarefas do dia a dia.

OFFICE

Lançado em 1989, o Microsoft Office reuniu programas de produtividade como Word, Excel e PowerPoint em um único pacote. O produto se tornou o padrão pago no mercado corporativo e educacional.

Nos últimos anos, a Microsoft migrou o Office para um modelo de assinatura sob o nome Microsoft 365, que inclui serviços na nuvem, embora o pacote ainda esteja disponível em versões standalone. A empresa também incorporou o Copilot, que auxilia na produção e edição de textos e planilhas, por exemplo.

XBOX

A Microsoft entrou no mercado de videogames em 2001 com o lançamento do Xbox, concorrente direto do PlayStation, da Sony. A marca se consolidou com o Xbox 360, lançado em 2005 e que chegou a ser fabricado no Brasil, e com a criação do serviço de assinatura Xbox Game Pass.

Nos últimos anos, a relevância do hardware do Xbox tem diminuído, com a marca integrando a estratégia da empresa para serviços e nuvem, permitindo acesso a títulos sem a necessidade de um console dedicado. Com a compra da Activision Blizzard em 2023, a Microsoft passou a ter um dos catálogos mais expressivos do setor, com franquias como "Call of Duty", "World of Warcraft" e até "Candy Crush".

AZURE

A plataforma de computação em nuvem Azure foi lançada em 2008 e hoje divide esse mercado com o AWS (Amazon Web Services) e o Google Cloud. Esse tipo de serviço oferece infraestrutura de data centers para empresas hospedarem aplicativos e sites, transmitirem e armazenarem dados e desenvolverem programas com IA.

Em receitas, o Azure já superou o segmento de produtividade e negócios (onde entram Office e LinkedIn) e o de computação pessoal (Windows e Xbox), impulsionado pela adoção de serviços digitais pela economia global. Respectivamente, renderam US$ 105, 35 bilhões, US$ 77,72 bilhões e US$ 62,03 bilhões à Microsoft em 2024.

A empresa também usa o Azure para alimentar seus próprios programas, como o Copilot e o serviço de buscas Bing.

COPILOT

Quase um ano depois da estreia do ChatGPT, a Microsoft disponibilizou o Copilot em setembro de 2023, que acabou substituindo o chat com o Bing, disponível desde fevereiro daquele ano.

O assistente de IA foi desde então integrado a produtos como Office, Windows e GitHub, auxiliando usuários em tarefas como escrita, programação e geração de imagens. Desde 2024, a empresa também disponibiliza computadores com o chamado Copilot+ PC, que conta com recursos de IA processados localmente nos dispositivos.

A tecnologia utiliza modelos desenvolvidos pela OpenAI, empresa parceira da Microsoft desde 2019. Em janeiro, a empresa anunciou um investimento de US$ 80 bilhões em inteligência artificial, e já disse que 70% das companhias da Fortune 500 usam seus sistemas.

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