Marquinhos de Oswaldo Cruz lança 'Agbo Ato' nesta sexta-feira (28)

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O sambista Marquinhos de Oswaldo Cruz lança, nesta sexta-feira (28), o sexto álbum de sua sólida carreira, "Agbo ato" (Deck), o sexto disco do sambista.

A faixa-título do trabalho, "Agbo ato" , foi inspirada numa visita, em 2024, do artista à Nigéria. Segundo Marquinhos, "Agbo ato" é uma expressão iorubá que significa "o desejo de que tudo dê certo, um sinal de esperança de tempos bons".

"Essa viagem me fez compreender muita coisa. Uma delas é que eu tinha uma certa resistência a compor coisas usando o iorubá. Talvez por ser uma tradição muito atrelada à Bahia, por conta do fluxo de escravos da região da Nigéria, entre outros países, no período do Brasil Colônia. Eu ficava naquela coisa do samba carioca, da nossa herança banto. Hoje vejo que o samba vem de todos os cantos, nasce e renasce diariamente em muitos lugares", disse o artista, voz ativa que trabalha em defesa do samba carioca, das tradições culturais e da resistência artística.

O álbum traz uma reflexão sobre sua vivência no meio do samba e o convívio que teve com bambas da Portela, como Monarco (1933-2021), Argemiro do Patrocínio, sambista conhecido como Argemiro da Portela (1923-2003), Manacéa (1921-1995) e Jair do Cavaquinho (1922-2006), entre outros.

O violonista Cláudio Jorge toca violão de seis cordas na maioria das faixas. Já o de sete cordas fica sob comando de outro fera, Carlinhos Sete Cordas, que afirmou estar muito feliz em ter gravado um disco "à moda antiga, à moda eterna".

Os arranjos de "Agbo Ato" ficaram a cargo de Marlon Sette, que contou com participações de músicos excelentes como Marcio Vanderlei, no cavaquinho; Beloba, no tam-tam; Alex Almeida no repique, além dos percussionistas Camarão Netto e Nando Gigante. Só gente do ramo, como Luizinho do Jêje, outro percussionista que faz uma participação especial abrilhantando mais ainda o álbum.

"Agbo Ato" é samba raiz do começo ao fim. Prova disso está em uma das faixas, "Verde bandeira", criada há mais de 20 anos em parceria com Luiz Carlos Máximo, que serve de resposta a um artista famoso do gênero, que certa vez disse a Marquinhos que "raiz, se fosse boa, não ficava embaixo da terra". A resposta veio em versos: "Pode tentar me podar/ pode tentar derrubar/fortalecido eu vou nascer de novo".

"Agbo Ato" não é apenas um álbum, é pura aula de samba.

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