"No curto prazo, existe um risco sim, muito mais em relação ao mercado como um todo. Mas no médio prazo vemos boas perspectivas por essa questão de adoção institucional e que já acaba gerando esse catalisador de novos clientes do varejo", afirmou o executivo que comanda a unidade de negócio do Itaú Unibanco responsável pelo processo de transformação de ativos em representações digitais, os chamados tokens.
Nesta terça-feira, o bitcoin era transacionado a US$85.098,81, em alta de mais de 3%, mas contabilizava uma queda de 12% no acumulado do ano, após ter fechado 2024 com uma valorização de 120%. Em janeiro de 2025, a maior moeda digital do mundo renovou máxima histórica intradia, a US$109.071,86
Posicionamentos de governo mais favoráveis a moedas eletrônicas, entre eles os Estados Unidos, iniciativas de reserva nacional de bitcoin e regulações ficando mais claras também foram citadas por Antunes como mudanças significativas que apoiam perspectivas positivas quanto à evolução desse mercado em 2025.
O executivo citou que, no cenário de evolução global do mercado cripto, o Brasil tem se destacado como uma potência, em razão de aspectos como regulação evolutiva e crescente adoção dos ativos, além de infraestrutura e tecnologia mais avançada. "O Brasil já é reconhecido, sim, como líder dessa agenda de ativos digitais", afirmou, evitando dar detalhes sobre a operação de criptomoedas do Itaú.
O Itaú Unibanco começou a oferecer bitcoin e ethereum para negociação na sua plataforma de investimentos íon no final de 2023, ampliando para toda a sua base de clientes dentro do aplicativo do banco cerca de um ano depois. Os ativos digitais estão custodiados no próprio banco.