A investigação destaca a crescente preocupação global com o poder do X e de seu dono, Elon Musk. O bilionário usou a rede social para apoiar pessoalmente partidos e causas da ultradireita em países como Alemanha e Grã-Bretanha.
A notícia da investigação chega a poucos dias de uma importante cúpula sobre inteligência artificial em Paris, que deverá receber líderes globais, incluindo o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, assim como executivos de big techs, incluindo Elon Musk.
O escritório que vai conduzir a investigação é o mesmo que liderou o inquérito no ano passado contra o chefe do Telegram, Pavel Durov, que foi preso após aterrissar em um aeroporto de Paris, acusado de não impedir a prática de delitos na plataforma.
Durov, que está em liberdade sob fiança, nega as as alegações, mas o Telegram disse desde então que está cooperando mais estreitamente com a polícia para remover conteúdo ilegal.
Atualmente, a Comissão Europeia está investigando o X por seis possíveis violações diferentes da lei que trata de moderação de conteúdo na União Europeia, a Lei de Serviços Digitais (DSA).
No Brasil, o X foi bloqueado por mais de um mês, no ano passado, após sucessivos descumprimentos de determinações do Supremo Tribunal Federal (STF) para conter a disseminação de desinformação.