A Stellantis, detentora das marcas Fiat, Jeep, Peugeot, Citroën, por exemplo, não entrou em detalhes, mas também é uma das vítimas e confirmou que existem ocorrências em sua frota interna.
"Tomamos conhecimento dos fatos através, por exemplo, das infrações cometidas em locais onde os carros não rodaram ou pela identificação no Detran de outro proprietário", diz o sucinto comunicado. UOL Carros apurou que, principalmente, Fiat e Jeep, são as marcas mais afetadas.
Para Ivanio Inácio, presidente da Associação Nacional dos Estampadores de Placas de Identificação Veicular (Anepiv), a adulteração se deve à fragilidade nos processos de estampagem e emplacamento. "Além das rotinas sistêmicas entre fornecedores credenciados e órgãos fiscalizadores, há a facilidade no acesso a matérias primas, tanto originais ou semelhantes. Vide diversos casos já encontrados de chapas semi-acabadas serem encontradas em propaganda de sites de varejo", pontua Inácio.
O executivo ainda aponta outro fator que facilita a clonagem: a placa Mercosul. Disponibilizada desde 2020, a identificação deveria trazer benefícios para a segurança, além, claro, da integração dos veículos na região. A realidade, porém, é outra.
"Atualmente, somente os QR Code têm a função de travar as burlas, o que, infelizmente, se mostra insuficiente, já que este item, infelizmente, vem sendo copiado de forma indiscriminada e permitindo que veículos em condição irregular trafeguem pelas cidades.
Após a confirmação da clonagem, as marcas recorrem diretamente às forças policiais. "Registramos B.O. para cada ocorrência e abrimos os processos administrativos junto às autoridades para a regularização de cada carro", diz Mussi, da Toyota, que também coloca a marca à disposição para colaborar com as investigações.