Já os satélites no "espaço profundo", entre a Terra e Lua, não têm o mesmo acompanhamento sobre as respectivas trajetórias. Segundo o Astronomy, o "espaço profundo" está "repleto de uma frota crescente de naves espaciais". "Devido à fama do Tesla Roadster, o carro está incluído em um banco de dados mantido pelo Laboratório de Propulsão a Jato da NASA chamado Horizons, que calcula órbitas para corpos naturais no sistema solar".
A falta de regulamentação para os objetos no "espaço profundo" preocupa os cientistas. Neste caso, a indústria responsável pelo lançamento dos objetos não têm as mesmas obrigações daquelas que acompanham os satélites terrestres.
Esta não é a primeira vez que um objeto é confundido com um asteroide pelos cientistas, segundo o Astronomy. Na década de 2000, a nave Wilkinson Microwave Anisotropy Probe (WMAP), da NASA, estacionada a cerca de 1,5 milhão de quilômetros da Terra, apareceu várias vezes na página de confirmação de NEOs do MPC. Em 2007, o MPC também precisou excluir a designação do asteroide 2007 VN84 quando se descobriu que o objeto, na verdade, a nave espacial Rosetta —uma missão europeia que realizava um sobrevoo pela Terra.
Entre 2020 e 2022, pelo menos quatro naves espaciais foram adicionadas aos registros de asteroides do MPC e posteriormente deletadas. "As naves espaciais que passam pela Terra em busca de assistência gravitacional (como a Rosetta) para locais mais distantes são particularmente propensas a serem erroneamente identificadas como asteroides próximos da Terra", diz o portal.
O Tesla Roadster e o manequim Starman
O carro, que pertencia a Elon Musk, foi lançado como carga útil de um teste para o primeiro voo do Flacon Heavy. Na época, o caso chamou a atenção por ser o primeiro carro de produção a ser lançado ao espaço. No banco do motorista, um manequim chamado Starman completava o projeto de Musk.