A gestão financeira eficiente pode garantir a longevidade de uma empresa. Em um cenário econômico no qual a tributação é elevada e o sistema fiscal é extremamente complexo, o planejamento tributário é ferramenta essencial para auxiliar os gestores nesse desafio. Com essa prática, é possível reduzir custos, identificar oportunidades de créditos fiscais e adotar o regime de impostos mais vantajoso.
De acordo com estimativa do Grupo AG Capital, qualquer empresa com ao menos 50 funcionários celetistas consegue recuperar até 30% do custo tributário de um ano com base nos impostos pagos nos 5 anos anteriores. E o universo de organizações que pode se beneficiar desse serviço não é pequeno. Um levantamento interno do grupo mostra que cerca de 99% das empresas pesquisadas estão nessa situação.
O aproveitamento dos créditos fiscais, com a consequente redução da carga tributária, traz melhoria no fluxo de caixa e, com isso, a possibilidade de investimento em áreas estratégicas, permitindo o crescimento da companhia. Já a conformidade com a legislação fiscal diminui os riscos de multas e penalidades, o que fortalece a posição da empresa no mercado.
Por outro lado, a falta de planejamento pode fazer com que esses créditos passem despercebidos, prejudicando a saúde financeira do negócio. Em um cenário mais grave, é muito comum, as empresas que não investem na organização tributária correm o risco de pagar mais impostos do que o necessário e de enfrentar possíveis sanções por não estarem de acordo com as exigências legais.
Esse planejamento é ainda mais importante para empresas em expansão. Ao possibilitar um uso mais inteligente dos recursos disponíveis, a estratégia se torna uma base sólida para a sustentabilidade financeira de um negócio em crescimento. Contar com o auxílio de assessorias especializadas, principalmente as que têm foco em desenvolvimento de novas tecnologias, ajuda a garantir que o processo seja bem-sucedido, já que o investimento em inovação faz com que elas prestem um serviço mais ágil e assertivo.
FolhaJus
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Com a reforma tributária, que promete alterar a estrutura do sistema, a organização dos impostos a serem pagos se torna ainda mais importante. As empresas precisarão adaptar suas estratégias para tirar proveito das novas oportunidades e minimizar eventuais impactos das mudanças legislativas. O processo de transição, no entanto, será complexo, já que o novo regime deverá coexistir com os atuais até 2033.
Durante a fase de transição, as empresas terão que revisar seus processos fiscais, adaptar suas tecnologias e se preparar para eventuais mudanças nas alíquotas e regimes especiais. Além disso, a Reforma Tributária pode gerar distorções e novos desafios para setores específicos, especialmente aqueles que operam em múltiplos estados, que podem ver um aumento na carga tributária devido à nova distribuição do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
Apesar de os objetivos da Reforma Tributária estarem voltados para a simplificação e desburocratização do sistema, é importante que as empresas estejam cientes dos riscos jurídicos que podem surgir durante a fase de implementação. Consultorias especializadas e participação em diálogos e consultas públicas são essenciais para garantir que as preocupações do setor sejam ouvidas e consideradas.
O planejamento tributário deve fazer parte de uma estratégia constante, alinhada aos objetivos de desenvolvimento da empresa. As empresas que entendem essa realidade têm vantagem competitiva no mercado e estarão sempre mais bem preparadas para superar os desafios e aproveitar as oportunidades que surgirem, independentemente do que acontecer no ambiente econômico. A conformidade com a legislação, o uso inteligente dos créditos tributários e a adaptação às mudanças fiscais serão determinantes para garantir o crescimento sustentável no futuro.