Dona da Sodiê conta como superou crise após conflito com Nestlé

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O resultado surpreendeu a chefe, que decidiu presenteá-la com uma batedeira. Cleusa passou a fazer bolos à noite para vender — de dia, trabalhava em uma fábrica de autofalantes. Em 1997, com a fama do negócio, pediu demissão da fábrica e, com o dinheiro da rescisão, alugou um espaço de 20 m² para abrir sua loja. Foi ali que nasceu a "Sensações Doces".

Esse nome acompanhou o empreendimento ao longo de dez anos, período no qual foram abertas 74 lojas pelo Brasil. Quando tudo parecia ir bem, Cleusa descobriu que uma multinacional estava indeferindo o pedido do registro de sua marca por violação de direitos autorais.

"Eu estava com 74 lojas e a marca começou a ser indeferida pelo INPI, que é onde você registra a marca. A Alessandra, uma advogada e amiga que trabalhava comigo, disse: 'Olha, tem uma empresa suíça que não deixa a sua marca passar'. Eu pensava: 'O que uma empresa suíça quer comigo?'. Não dei muita bola", relembra Cleusa.

Logo depois, ela descobriu que a empresa em questão era a Nestlé, que havia registrado um de seus chocolates com o mesmo nome.

Eu estava começando a ficar em pé no negócio, já com 74 lojas, financeiramente estável e, de repente, veio uma puxada de tapete. Meu filho falava 'Mãe, a gente não vai conseguir'. Eu falei 'A gente vai conseguir, sim'. Cleusa Maria, dona da Sodiê

A transição de nome não foi fácil. "Me deixou no vermelho por quase quatro anos, porque, para que meus franqueados não se desesperassem e para que não desmoronasse o negócio, eu assumi todo o prejuízo sozinha. Troquei todos os tapetes, faixadas e comunicações das 74 lojas", contou Cleusa.

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