Defesa de Jair Bolsonaro diz que denúncia traz ‘conjecturas’ e alega que ex-presidente ‘socorreu’ ministro de Lula

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Advogado Celso Vilardi mencionou uma declaração de José Mucio, que relatou dificuldades em se comunicar com os comandantes das Forças Armadas durante transição militar

Gustavo Moreno/STF

Primeira Turma do STF julga denúncia sobre o núcleo 1 da Pet 12.100

O advogado Celso Sanchez Vilardi fala com seu cliente Jair Bolsonaro durante o julgamento no STF

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O advogado Celso Vilardi apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) informações sobre a transição de comando das Forças Armadas, ressaltando que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu autorização para a transferência do poder militar em dezembro. A defesa de Bolsonaro também mencionou uma declaração do ministro da Defesa, José Mucio, que relatou dificuldades em se comunicar com os comandantes das Forças Armadas e solicitou a intervenção do ex-presidente. Vilardi pede a nulidade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

“Enquanto a Polícia Federal fala ‘possivelmente’, enquanto a denúncia traz conjecturas, como a impressão de um documento no Palácio do Planalto, o fato concreto é que o acusado de liderar uma organização criminosa para dar golpes socorreu o ministro da Defesa nomeado pelo presidente Lula porque o comando militar não o atendia. Foi o [ex-]presidente que determinou a transição”, disse o advogado.

Essas afirmações foram feitas durante o julgamento de uma denúncia que envolve Bolsonaro e mais sete pessoas, acusadas de fazer parte de um suposto núcleo central de uma tentativa de golpe em 2022. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que a denúncia deve ser aceita pelo STF, apresentando indícios de crimes cometidos.

Os réus enfrentam acusações graves, incluindo organização criminosa armada e tentativa de derrubar violentamente o Estado Democrático de Direito, além de outras infrações. A Primeira Turma do Supremo terá a responsabilidade de decidir se aceita ou rejeita a denúncia, avaliando se existem provas suficientes para que os acusados sejam processados. A expectativa no entorno de Bolsonaro é de que a denúncia seja aprovada por unanimidade, o que permitiria que os acusados enfrentassem uma ação penal.

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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