Esse é um dos motivos pelos quais se espera que o modelo da startup chinesa diminua parcialmente a diferença entre o que os processadores de IA fabricados na China e seus equivalentes mais potentes dos EUA podem fazer, segundo analistas.
A Huawei e outros fabricantes chineses de chips de IA, como Hygon, EnFlame, apoiada pela Tencent; Tsingmicro e Moore Threads, emitiram nas últimas semanas declarações afirmando que os produtos suportarão os modelos DeepSeek, embora poucos detalhes tenham sido divulgados.
A Huawei não comentou o assunto. Moore Threads, Hygon EnFlame e Tsingmicro não responderam às perguntas da Reuters.
Os executivos do setor agora estão prevendo que a natureza de código aberto do DeepSeek e o preço baixo cobrado pela empresa para uso do modelo podem impulsionar a adoção da IA e o desenvolvimento de aplicativos reais para a tecnologia, ajudando as empresas chinesas a superarem restrições de exportação impostas pelos Estados Unidos.
Mesmo antes da DeepSeek ganhar manchetes este ano, produtos como o Ascend 910B da Huawei eram vistos por clientes como a ByteDance como mais adequados para tarefas de "inferência" menos intensivas em termos de computação, o estágio após o treinamento em que modelos de IA treinados fazem previsões ou executam tarefas, como por meio de chatbots.
Na China, dezenas de empresas, de fabricantes de automóveis a provedores de telecomunicações, anunciaram planos para integrar os modelos da DeepSeek a seus produtos e operações.