A expansão global da BYD enfrenta um novo obstáculo. O governo da China adiou a aprovação da fábrica de veículos elétricos que a montadora pretendia construir no México, citando preocupações com a segurança tecnológica. De acordo com o Financial Times, o Ministério do Comércio da China teme que a proximidade do México com os Estados Unidos possa facilitar o acesso das montadoras americanas às inovações da BYD.
A BYD, uma das principais fabricantes de veículos elétricos do mundo, tem expandido sua presença global nos últimos anos. Além da China, a empresa já opera em mercados da Ásia, Europa e América do Sul, incluindo o Brasil. Desde 2023, a montadora trabalhava no projeto de uma nova fábrica no México, com previsão de produção local de modelos como o Yuan Plus.

Foto de: BYD
O principal receio do governo chinês é que a localização da planta no México possa facilitar a transferência de conhecimento para concorrentes dos EUA. Segundo fontes citadas pelo Financial Times, autoridades chinesas temem que os processos de produção e as tecnologias avançadas da BYD possam ser absorvidos por empresas americanas.
A tensão comercial entre China e Estados Unidos tem influenciado decisões como essa. Nos últimos anos, o governo norte-americano impôs tarifas sobre produtos chineses e expressou preocupações sobre a segurança tecnológica. O ex-presidente Donald Trump chegou a acusar o México de ser uma "porta dos fundos" para produtos chineses acessarem o mercado americano via o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (NAFTA, hoje USMCA).

Foto de: BYD
O cenário político no México também apresenta desafios para a BYD. O governo mexicano tem adotado uma postura mais rigorosa com relação a produtos chineses, incluindo tarifas sobre têxteis vindos da China. Essa tensão adicional pode dificultar os planos da BYD e de outras montadoras chinesas, como a Neta e a Zeekr, que também estudam a entrada no mercado mexicano.
Além disso, a BYD ainda precisa estruturar sua cadeia de suprimentos na região. Sem uma rede consolidada de fornecedores no México, a empresa dependeria da importação de componentes da China, o que poderia gerar custos mais altos devido a tarifas aplicadas pelos EUA e pelo próprio México.

Foto de: BYD
Embora o projeto da fábrica da BYD no México esteja suspenso, a empresa não descartou completamente a possibilidade de construí-la no futuro. A vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, afirmou que a companhia segue avaliando alternativas para otimizar suas operações globais. "Todos os dias surgem novas informações. Precisamos estudar como atender melhor os mercados e entregar os melhores resultados", declarou a executiva.
Enquanto isso, a BYD continua sua expansão em outras regiões. A empresa já possui fábricas em construção no Brasil, Europa e Sudeste Asiático, o que marcará uma nova fase para a gigante chinesa.
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