No trimestre móvel imediatamente anterior (dezembro, novembro e outubro), a taxa de desocupação havia sido de 6,2% no Brasil, segundoa PNAD do IBGE
Marcelo Camargo/Agência Brasil
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De qualquer modo, o mercado de trabalho deve seguir aquecido, mesmo com a Selic em elevação
De acordo com a PNAD do IBGE, a taxa de desemprego se elevou no trimestre móvel encerrando em janeiro para 6,5%. No trimestre móvel imediatamente anterior (dezembro, novembro e outubro), a taxa de desocupação havia sido de 6,2% no Brasil. Pode ser que esse aumento tenha decorrido do efeito sazonal de final de ano, no qual há muitas contratações temporárias em dezembro por conta do Natal e, em seguida, demissões após o fim do período de aquecimento no varejo.
A taxa pode também ter aumentado por um fator mais estrutural: o início do desaquecimento da economia por conta da elevação da taxa de juros e da inflação. Por enquanto, é difícil dizer qual efeito prevaleceu – até porque os dados do CAGED mostraram que 137 mil vagas foram criadas no mercado formal em janeiro.
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De qualquer modo, o mercado de trabalho deve seguir aquecido, mesmo com a Selic em elevação. A razão é que, para driblar o efeito dos juros altos, o governo já sinalizou que pisará no acelerador, flexibilizando FGTS, liberando o crédito e aumentando o gasto já de olho nas eleições de 2026.
A media pode até trazer efeitos em frear a desaceleração da economia, e manter o mercado de trabalho aquecido. Entretanto, o efeito colateral é gerar mais inflação, com perda de poder de compra para a população, e queda da popularidade do presidente. O tiro pode sair pela culatra.
*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.